Fatores de risco


Sopro no coração também pode indicar problemas no sistema cardiovascular



Na maioria dos casos, o chamado sopro no coração não traz riscos para saúde. Afinal, não se trata de uma doença, mas sim, de um ruído produzido pela passagem do sangue nas cavidades cardíacas.

Porém, é importante ficar atento, já que existem dois tipos de sopro no coração: os “inocentes”, que são inofensivos e que aparecem em função de alterações na estrutura cardíaca, ou seja, a pessoa nasce com eles; e os patológicos, que são adquiridos ao longo da vida. “O sopro patológico aparece principalmente em adultos que na infância contraíram doenças que costumam lesionar as valvas cardíacas, como é o caso da febre reumática”, explica o cardiologista Ricardo Pavanello do HCor (Hospital do Coração).

Diferentemente do “inocente”, que aparece em cerca de 30% a 50% das crianças recém-nascidas, o sopro patológico vai além de um simples ruído. Ele também provoca cansaço, falta de ar, taquicardia e tontura. Por isso, caso o problema venha acompanhado de algum desses sintomas, é fundamental passar por um ecocardiograma. “Esse exame não é invasivo e nos permite avaliar as dimensões das cavidades cardíacas, a espessura e integridade dos músculos do coração, o estado das paredes e divisórias internas do órgão (septos), além do aspecto e funcionamento das valvas cardíacas”, explica Pavanello. “Assim, é possível identificar eventuais problemas que podem estar causando os sopros, como vazamento ou estreitamento anormal das valvas”, acrescenta o cardiologista do HCor.

Tratamento

O tratamento para sopros inocentes e patológicos segue o mesmo princípio. Pode-se tratá-los com medicamentos que aliviam os sintomas de possíveis causas, como insuficiências ou estreitamentos das valvas cardíacas, por exemplo. “Entre os remédios mais comuns para casos como esses estão diuréticos, antiarrítmicos e vasodilatadores”, acrescenta Pavanello.
Em situações mais complexas, porém, é necessário recorrer à intervenção cirúrgica. Mas não é preciso se preocupar. O procedimento é seguro e relativamente simples, tanto em casos de cateterismo, quanto em situações que demandam cirurgias cardíacas de peito aberto. “Até recém-nascidos costumam operar sopros no coração. Porém, esse tipo de cirurgia sempre deve ser executado após consultas prévias com um cardiologista”, recomenda Pavanello. “Contudo, se o procedimento for solicitado, a sua realização é indispensável. Afinal, sopros patológicos podem gerar graves complicações como, por exemplo, hipertensão pulmonar.  Além de serem, por si só, um indício de lesões ou deformações no sistema cardiovascular”, conclui o cardiologista do HCor.

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