Fatores de risco


Cigarros eletrônicos podem ter mais substâncias cancerígenas que os comuns



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Os vapores dos cigarros eletrônicos podem conter dez vezes mais agentes cancerígenos do que a fumaça dos cigarros tradicionais, concluiu um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Pública do Japão. A pesquisa, encomendada pelo Ministério da Saúde do país, concluiu que o aparelho possui substâncias cancerígenas como formaldeído (formol) e acetaldeído, disse uma funcionário do Ministério à AFP.

A pesqusia foi feita com cinco marcas de cigarros eletrônicos, e as taxas de diversas substâncias cancerígenas produzidas variou bastante entre uma e outra e até mesmo dentro da mesma marca. “Em uma marca de cigarro eletrônico, a equipe encontrou mais de dez vezes o nível de formaldeído (uma substância encontrada em materiais de construção e fluidos de embalsamamento) contido em um cigarro normal”, disse o pesquisador Naoki Kunugita, acrescentando que a quantidade de formaldeído detectada pode variar.

Partidários desse cigarro dizem que os aparelhos são uma alternativa mais segura ao tabaco tradicional, cujos efeitos no surgimento de cânceres, doenças cardíacas e derrames já são mais conhecidos.

Ameaça grave

Em agosto de 2014, a OMS (Organização Mundial de Saúde) apelou aos governos para proibir a venda de cigarros eletrônicos a menores de idade, alertando que elas representam uma “ameaça séria” para bebês em gestação e jovens. A ONU também já chegou a declarar que eles deveriam ser usados em espaços públicos fechados. Autoridades de saúde dos EUA também já se pronunciaram informando que o número de jovens de lá que já experimentaram cigarros eletrônicos triplicou entre 2011 e 2013.

Em 2014, o dicionário Oxford incluiu a palavra “vape”, o ato de fumar um cigarro eletrônico, que foi eleita a palavra do ano.

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