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Depressão aumenta risco de infarto e prejudica o pós-tratamento



A depressão pode se relacionar com o aumento do risco de infarto. Dados mostram que a doença emocional já atinge 121 milhões de pessoas no mundo. Para o Dr. Abrão Cury, cardiologista do HCor (Hospital do Coração), “a depressão pode fazer com que ocorra o estreitamento das artérias por meio de contrações involuntárias, e assim aumentam as possibilidades da ocorrência de infartos”. Vale ressaltar que a depressão psicológica se relaciona com a imunológica.

Relação entre estresse e infarto

Em 2014. o HCor de São Paulo recebeu 289 pacientes por Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). Desse total, aproximadamente 50 foram inseridos no Programa de Cuidados Clínicos: Infarto Agudo do Miocárdio, serviço que oferece ao paciente orientações para melhora na qualidade de vida após um problema cardíaco.

“Podem-se notar algumas características que antecedem as internações dos pacientes, como sintomas depressivos e ansiosos. Entretanto, estudos indicam que a incidência da depressão é maior em pacientes após o infarto. Isso ocorre porque eles tendem a temer um novo episódio de infarto”, explica a Marina Marins, psicóloga do HCor.

A depressão pode ser hereditária, atinge todas as faixas etárias e ambos os gêneros. Os sintomas mais comuns da doença são falta de interesse nas atividades sociais, isolamento, apatia, sensação de imensa tristeza e aumento ou diminuição de peso não proposital. Apesar de a doença apresentar esses sintomas visíveis, somente um médico psiquiatra poderá diagnosticar a depressão.

A avaliação e o acompanhamento psicológico auxiliam o paciente a elaborar estratégias de enfrentamento para lidar com os sintomas da depressão. Além do tratamento medicamentoso, prescrito por um psiquiatra, a atividade física também pode ajudar no tratamento, porque promove a liberação de endorfina, hormônio que traz sensação de bem estar.

Programa de Cuidados Clínicos: Infarto Agudo do Miocárdio

O programa é certificado internacionalmente pela Joit Comission. Há uma avaliação prévia feita pela equipe de enfermagem, com critérios rigorosos para a inserção de pacientes. A partir do momento em que são inseridos, o setor de psicologia realiza uma avaliação por meio de entrevista semidirigida. Quando necessário, utilizam-se instrumentos complementares, como testes e escalas.

O Programa de Cuidados Clínicos: Infarto Agudo do Miocárdio do HCor é composto por uma equipe multidisciplinar que envolve médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos, psicólogos e enfermeiros que atuam de forma integrada a fim de auxiliar a adesão, o que reduz o tempo de internação e a mortalidade, além de promover mudanças saudáveis de hábitos no acompanhamento pós-alta hospitalar. Os pacientes aprendem também a identificar sintomas precoces, o que pode minimizar os risco e proporcionar um melhor prognóstico.

Serviço de Psicologia

Para auxiliar os pacientes internados, bem como seus acompanhantes, uma equipe de psicólogos auxilia-os durante o processo de adoecimento e tratamento. Os atendimentos são realizados individualmente, é feita a avaliação por meio de entrevista semidirigida e aplicado questionário de nível de estresse, a fim de observar características de enfrentamento e personalidade. Essa avaliação permite ao psicólogo compreender o impacto do adoecimento na qualidade de vida e possibilitar a reflexão da repercussão emocional na vida do paciente.

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