Fatores de risco


Como envelhecer bem?



 

queiroga

Ter hábitos saudáveis é uma das dicas do Dr. Marcelo Queiroga para envelhecer bem.

O brasileiro vive, em média, até os 75 anos. Em 2002, o índice era de 71. Indo mais longe ainda: comparando os números entre 1980 e 2013, fica claro que estamos postergando cada vez mais a velhice. A expectativa de vida ao nascer passou de 62.5 anos para 74,9 anos, aumento de cerca de 12 anos. O progresso da medicina e o avanço de políticas públicas tem contribuído para esse quadro. Pensando no Dia Mundial de Conscientização sobre a Violência contra o Idoso, comemorado no dia 15 de junho, chega-se à conclusão de que é de suma importância melhorar a qualidade do envelhecimento.

As doenças cardiovasculares lideram as estatísticas quando se trata da morte de pessoas mais velhas — responsáveis por 30% a 40% de todos os óbitos. Destacam-se o acidente vascular cerebral e o infarto agudo do miocárdio. Essas doenças são associadas a diversos fatores de risco, tais quais obesidade, tabagismo, diabetes, hipertensão arterial, sedentarismo, colesterol elevado, stress, etc.

E o que fazer, desde a juventude, para envelhecer bem? O doutor Marcelo Queiroga, diretor da SBHCI (Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista), dá dicas: “ter hábitos de vida saudáveis, evitando vícios como tabagismo e etilismo. Controlar doenças crônico-degenerativas, como diabetes e a hipertensão arterial,  e prevenir-se  contra o câncer.  A prática de atividades físicas e a manutenção de constante atividade intelectual também são fundamentais e devem começar desde cedo. Por exemplo, os exercícios físicos regulares fortalecem a musculatura, o que pode ajudar a prevenir fraturas na velhice, já  uma dieta equilibrada, pobre em gorduras saturadas e com baixa caloria, ajuda a evitar doenças do coração”, afirma em entrevista ao Jornal da Paraíba.

Ele também explica quais são, especificamente, os tipos de doenças cardiovasculares que atingem os idosos:  “Há problemas cardíacos próprios dessa faixa etária, como: 1) os transtornos de condução do impulso elétrico no coração, decorrente de doença degenerativa, que acarretam bloqueios atrioventriculares, os quais podem requerer implantes de marca-passos cardíacos; 2) as doenças das válvulas cardíacas, com a estenose aórtica degenerativa, são também muito frequentes nessa fase da vida. A estenose aórtica degenerativa afeta 1 em cada 20 idosos acima de 75 anos e se constitui em um problema de saúde pública”, enumera. A estenose aórtica afeta a válvula aórtica, porta da saída do coração, a qual promove o estreitamento da abertura dessa válvula cardíaca em virtude de excessiva calcificação.

Campanha Jovens Corações

Lançada nacionalmente em dezembro de 2012, a Campanha Jovens Corações tem o apoio de entidades como a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e a Pastoral da Pessoa Idosa. Essa campanha nasceu da preocupação da SBHCI (Sociedade Brasileira de Cardiologia Intervencionista) com o inédito envelhecimento da população do Brasil.

A campanha considera que, segundo estimativas, teremos mais de 5 milhões de brasileiros acima de 75, idade em que doenças como a estenose aórtica degenerativa pode afetar até 5% desses indíviduos, cerca de 200 mil brasileiros. Acesse o site da campanha aqui.

 

 

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