Tratamento


Como funciona o coração artificial?



O coração é um órgão muscular relativamente pequeno, que se situa sob o osso do tórax e entre os dois pulmões. É ele quem promove a circulação do sangue em nosso organismo, bombeando cerca de 74 mil litros de sangue por dia — se nosso organismo fosse uma máquina, o coração seria o motor.

E como qualquer motor, pode falhar. No caso do coração, umas das principais falhas é a insuficiência cardíaca, em que o órgão passa a não dar mais conta de mandar sangue suficientemente para o resto do corpo. Esse problema pode ser resolvido com um transplante, substituindo o coração do paciente pelo de uma pessoa que tenha falecido recentemente. No entanto, o uso de corações artificiais tem sido visto com a única solução em alguns casos.

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A pressa dos pacientes nas filas de espera, de milhares de pessoas em busca de uma vida com mais bem estar, é uma das principais justificativas para o uso de corações artificiais. Mesmo o transplante sendo a última alternativa para esse casos (primeiro, deve-se tentar o uso de medicamentos e outros tratamentos ), ele acaba sendo a única esperança para muitos. Mesmo assim, o transplante cardíaco possui limitação:  o paciente deve continuar fazendo uso de medicações obrigatórias . Assim, com o intuito de dar uma qualidade de vida melhor mais rápida aos pacientes, surgiram os primeiros dispositivos criados para substituir o nosso órgão mais vital.

Entre experiências e evoluções do método, o primeiro totalmente artificial é o AbioCor, formado de titânio e plástico. Seu primeiro implante foi realizado em 2001 e pacientes chegaram a alcançar cerca de mais de 400 dias usando-o, embora ele tenha sido projetado para dobrar a expectativa de vida pacientes que teriam apenas 30 dias.

Em um coração natural, os batimentos cardíacos são consequência da entrada do sangue nos átrios direito e esquerdo e depois é passado para os ventrículos direito e esquerdo, depois os ventrículos contraem-se ao mesmo tempo, expulsando o sangue do coração — que relaxa e espera o recebimento de mais sangue.

O AbioCor substitui os ventrículos (que devem ser retirados na cirurgia) e faz com que o sangue saia cada vez de um deles, e não ao mesmo tempo dos dois, fazendo com que o sangue chegue alternadamente aos pulmões e ao corpo. Além dos dispositivo implatado, usa-se um carregador interno de bateria, um pacote de baterias externo, um sistema de transferência de energia sem fios e a unidade interna de controle, que monitora a velocidade de bombeamento do coração.

Coração brasileiro
Em 2013, uma versão mais barata e com uma tecnologia inovadora do coracão artificial foi lançada. Desenvolvida pelo Instituto Dante Pazzanese, o implante é feito de poliuretano e não requer que nenhuma parte do coração natural seja retirada — a versão brasileira é a primeira a trabalhar junto com o órgão do paciente, mesmo que enfraquecido.